Blog da disciplina eletiva Seminário de Informática e Comunicação, turma 2013/01.
terça-feira, 5 de julho de 2011
START this baby!
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Vida digital na televisão brasileira. Será?
Exemplo pode ser visto na forma como vem sendo feita esta transição, as setup box que deveriam adaptar as TVs analógicas tem custo elevado e ainda não vem a tecnologia de interatividade, os aparelhos apenas são obrigados a vir adaptados para a nova forma se tiverem 32 ou mais polegadas, e por fim apenas no ano de 2010 alguns aparelhos passaram ter o selo DTVi, que significa estarem aptos a ter interatividades.
é a baixa inserção dos aparelhos digitais, apesar do estouro de vendas em 2010.
Em outra ponta a entrada dos aparelhos chamados Webs Tvs agora em 2011 deve por mais pressão na política de TV digital, uma vez que estas realmente trazem de outra forma a interatividade que até agora não chegou a televisão. O novo aparelho integra a programação da televisão, as funções de navegação e compartilhamento de conteúdo dos computadores e a convergência dos diversos aparelhos do domicilio em uma central de lazer. Tudo isso aliado a uma interface amigável, o problema maior é o custo do aparelho, e o acesso a rede de banda larga, presente apenas em 27% dos lares.
No entanto isso deve por pressão nas emissoras para produção de conteúdo já que o que é produzido hoje para o novo sinal é pífio e o investimento até agora foi alto.
Apesar do texto de Ana Silva Lopes Davi Médola, "Televisão digital brasileira e os novos processos de conteúdos: os desafios para o comunicador" tratar apenas dos desafios do comunicador com a nova tecnologia nesse meio, falta muito para sequer se chegar ao nível não só de interatividade em que o comunicador tenha estes desafios, ou aos formatos mais arrojados necessários para maior interação do apresentador, técnica e público sejam exigidos.
Pelo que vejo hoje a vida digital na televisão brasileira vai chegar primeiro através da banda larga e não da transmissão de dados e interação no sinal.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Sou Stefhany, sou absoluta!
A versão 2.0 trouxe consigo uma nova maneira de apropriação da web pelos usuários... Se antes eles estavam acostumados a receber passivamente o conteúdo que os grandes veículos de mídia transmitiam... Agora, é como se tivessem com um megafone nas mãos...
E a nossa Profê Susan Liesenberg, observando esse fenômeno,muito sabiamente, resolveu estuda-lo.. Em seu artigo: "Papel Pop e o Stefhany do Crossfox - A inflência do Blogs no Encadeamento de Construção de Celebridade", ela trata do fenômeno de "Celebrização pela Internet" através do estudo da Stefhany do Crossfox no Youtube.
Um dos primeiros vídeos do youtube, segundo Susan, que sofreram o processo de enxurrada de visualizações e se tornaram 'febre' na net é o Chocolate Rain, de Tay Zonday. Esse vídeo viralizou inexplicavelmente, e foi muito imitado, compartilhado e parodiado na web... Hoje o autor tem um canal próprio, e milhares de outros vídeos parodiando outras músicas...
E como esse, há muitos outros casos, como o 'Fala Sonia', 'Tapa na Pantera', 'Valmir e Josy', e inumeros outros... Um caso curioso é o da Tulla Luana...Ela é uma senhora que resolveu reclamarna net..e foi ouvida! Ela reclama sobre o google, sobre jogos da web, sobre a shoptime...enfim, sobre tudo! Virou praticamente um ícone de contestação na web..e segundo seu canal, dia 30 de maio estreiou um programa só dela na justin tv, dá uma olhada www.youtube.com/user/tullaluana
Bom.. Mas o que o Chocolate Rain , a Tulla Luana e a Stefhany do crossfox tem em comum? Eles são, segundo Adriana Braga, "Microcelebridades."
Em seu artigo, intitulado "Microcelebridades - entre os meios digitais e massivos", a autora defende que esse processo é resultado da relativização do monopólio de produção dos conteúdos midiáticos, (ou seja, o tal megafone que eu citei lá no início...) Uma questão contundente para Adriana é definir a partir de que ponto esses usuários se tornam Microcolebridades, e qual a influência da passagem delas para os meios massivos nessa "celebrização". Assim, ela faz um estudo do caso Twittess, e do blog Modern, analisando como ocorreu a passagem dessas celebridades do meio Digital para o Meio Massivo, e a tranformação delas de Micro para Celebridades de fato.
Voltando ao caso Stefhany, nossa Musa, Deusa, Absoluta...é interessante notar a peculiaridade com que a 'celebrização' da Stefhany ocorreu: descoberta por um blogueiro, ela se tornou uma verdadeira sensação, o hoje, tem seu próprio canal, e lança inclusive seus próprios hits... (confere lá no www.youtube.com/canalstefhanycross o ultimo single dela... Menino Sexy )
Segundo Primo (2009), os Blogs são canais geradores de tendências, e termômetros para a grande mídia sobre o que está acontecendo na web. Assim, explica-se o fato de Stefhany ter postado seu video há bastante tempo, mas somente ter estourado na web depois de descoberta pelo mundopop. Mas aí fica a questão... Será que foi só isso? Um blog teria essa amplitude toda de transformar Stefhany em estrela? Segundo Susan, o conteúdo gerado na web, para alcançar tal dimensão, deve conter alguns requisitos básicos que agradem ao grande público: Originalidade, humor, espontaneidade, e, no caso de Stefhany, se encaixar em um esteriótipo de heroína: A mulher bem resolvida, que se gosta, se ache 'absolta.' ( e viva o feminismo!)
Diante desse emaranhado de Celebridades que surgem quase que diariamente, como "a banda/agencia/faculdade/pauta.. mais bonita da cidade", "os soldados e o funk do hino nacional", e por aí vai..ficam as questões: O que é uma Celebridade hoje pra você? Acredito que a questão hoje não é mais quem é celebridade, mas sim quanto tempo se é celebridade...Todos esses personagens, dado o contexto e momento em que surgiram, foram celebridades a seu modo.. mas sumiram...e acredito que o desafio agora, para as celebridades, não é mais estourar, mas sim, continuar ressonando na vida das pessoas...
Acho que é por aí que a banda toca...
domingo, 5 de junho de 2011
Celebridades e microcelebridades




domingo, 29 de maio de 2011
Celebridades
terça-feira, 24 de maio de 2011
Stefhany do CrossFox e microcelebridades
Na próxima aula - terça-feira, dia 31/05 -, daremos continuidade ao tema celebridades.
Discutiremos os seguintes textos:
Papel Pop e Stefhany do CrossFox - A influência do blog no encadeamento midiático de construção de celebridade, de minha autoria, apresentado na ABCiber (UFRJ)
Microcelebridades - entre os meios digitais e massivos, de Adriana Braga (PUC RJ)
Boa leitura e até lá!
terça-feira, 17 de maio de 2011
Geração de conteúdo pelos consumidores em espaços corporativos
O tema da aula de 10/05 foi o conteúdo gerado pelo consumidor, especialmente no que diz respeito às organizações. Discutimos como esse conteúdo é apropriado pela Comunicação Corporativa, sobretudo quando produzido nos espaços da própria empresa.
Para começar a discussão, pode-se definir como grande motivação para geração de conteúdo pelos usuários o conceito participativo da internet, já que os consumidores passaram a ser, se quiserem, também produtores de conteúdo. O termo que pode ser atribuído a esse agente é produser (BRUNS, 2008 apud MONTARDO, 2009, p. 167). Nesse contexto, embora os usuários possam estar buscando fama ou autoridade em determinado grupo online, é possível afirmar que é a cultura colaborativa da internet que proporciona o fenômeno da produsage (BRUNS, 2008 apud MONTARDO, 2009, p. 163).
Sendo assim, sob a perspectiva da comunicação corporativa, é um desafio para as organizações manter um relacionamento estável com seus consumidores. Talvez uma tática adequada para alcançar tal objetivo seja a construção de espaços online de interação. Nestes fóruns, há discussões entre os consumidores, mas mediadas pela empresa.
Partindo do exemplo do RP Rodrigo Oliveira sobre o site da Dell, percebemos que os internautas sentem-se motivados a gerar conteúdo no espaço controlado pela marca, embora estejam disponíveis diversas outras plataformas. Neste cenário, é preciso considerar que não é o rendimento material que motiva os usuários a postar informações na rede, mas antes a busca por notoriedade, conexões com seus pares ou construção coletiva do conhecimento (MONTARDO, 2009, p. 164).
Numa cultura “todos -> todos”, as organizações precisam entender que a visibilidade e credibilidade da marca não são produzidas apenas pelos profissionais do marketing e da comunicação. Quando uma pessoa absolutamente comum pode ter milhares de seguidores, os consumidores também são capazes de ditar a imagem da marca, principalmente a partir de suas experiências com ela.
Referência: MONTARDO, Sandra Portella. Conteúdo Gerado pelo Consumidor: Reflexões sobre sua apropriação pela Comunicação Corporativa. Trabalho apresentado no XXXII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, Curitiba, 2009.