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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Cultura da convergência

A cultura da convergência, segundo Henry Jenkins (2008), é a convergência de diferentes mídias, corporativas ou alternativas, públicas ou empresariais. Para ele, os produtores e os consumidores têm uma relação imprevisível; nessa cultura diferentes suportes midiáticos estão veiculando os mesmos conteúdos, os mercados midiáticos estão cooperando uns com os outros e ainda há modificações migratórias dos públicos entre os meios de comunicação. Dentro da convergência das mídias, Jenkins defende que, todos os conteúdos são relevantes para serem publicados, todas as marcas são vendidas e todo o consumidor tem diversos suportes de mídias para transmitir uma mesma informação. Os consumidores também têm parte fundamental no processo, já que sua participação ativa é essencial.

Para o autor, a convergência dos meios comunicacionais se daria de forma que em diferentes meios midiáticos as mesmas notícias seriam veiculadas. Diversas mídias se intercalam e veiculam as mesmas notícias ou conteúdos. As constantes reportagens sobre os sites de relacionamento, sobre blogs e sobres microblogs na televisão, nos jornais virtuais e nas rádios convencionais seria um exemplo para figurar a teoria de Jenkins. A grande repercussão do caso no twitter do Cala Boca Galvão, já citado anteriormente em outra resenha, é um exemplo bastante conhecido e recente, pois além de levar reportagens sobre isso na televisão, foi comentado em revistas, nas rádios e ainda outros meios de comunicação. A tendência das mídias se intercalarem e comentarem sobre assuntos de outras mídias é cada vez mais frequente, por todas as modificações ocorridas na própria sociedade.

Por Bruna Porto Balen

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Cultura da convergência

Na aula do dia 17 de junho foi estudado e descutida a questão da "cultura da convergência", escrito por Henry Jenkins e as "mashup's".
A "cultura da convergência" falando de grosso modo é todas as mídias interligadas, cinema, game, blog, entre outros. Temos como exemplo claro o filme Matrix, que junto com o cinema veio em versão de games (que complementa a história dos filmes) e o blog, que une todas as visoes do espectador sobre o filme e ajuda a desvendá-lo e a entende-lo melhor.
Na cultura da convergencia as velhas e as novas mídias se fundem, assim como a mídia corporativa e alternativa, onde o poder do produtor de mídia e o poder do consumidor interagem de maneiras imprevisiveis.
A convergencia das mídias representa uma transformação cultural, à medida que consumidores são incentivados a procurar novas informações e fazer conexões em meio a conteudos midiaticos dispersos. O autor chama de "cultura participativa" produtores e consumidores interagindo.
Ele fala também que o celular se tornou fundamental no processo de convergência das mídias, pelo simples fato de tornar possível a interação do espectador com o produtor. O celular além de permitir a interação nos oferece jogos, acesso a internet, música, tv, filme, etc.
Sendo assim, as novas tecnologias permitem que o mesmo conteúdo circule por vários canais diferentes e assuma formas distintas no ponto de recepção.
Tratamos tambem os "Mashup's", que como a Érika falou é como se fosse a "bricolagem", ou seja, a mistura de dois conteúdos para criar uma terceira coisa nova. Surgiu primeiramente na música, agora atinge a web.

por Liange Donini

terça-feira, 25 de maio de 2010

Noção de Público X Privado na Cibercultura

Na aula do dia 20/05 primeiramente nos foi apresentado vários conceitos de Commons, na Cibercultura. Vários autores o definem e podemos concluir que commons se resume em uma noção de público, de bens comuns, onde nada é privado e que tudo pode ser compartilhado e feito por todos. É uma cooperação voluntária e coletiva na troca de informações e conhecimento, onde tudo que é dito ou publicado acaba se tornando acessível a todos.

A Internet foi a grande responsável por intensificar esse processo, dando uma maior possibilidade de compartilhar bens culturais e informações. Porém, a facilidade de adquirir esses bens acabou polemizando a questão dos Direitos Autorais – Copyright. Para explicar: antes da Internet, toda obra era protegida com o símbolo C, que significava que aquele conteúdo tinha seus direitos reservados pelo autor e que sua reprodução era possível apenas mediante autorização. Mas acontece que alguns autores não se importam com a utilização das suas obras em determinadas ocasiões, e até gostariam que elas fossem reproduzidas. Então foi criado o projeto Creative Commons, que defende o domínio público das obras, desde que essas sejam utilizadas com regulamentação. É uma maneira de conservar a noção do bem comum na esfera pública, sem prejudicar seus autores.

Ainda sobre esse tema, a questão da pirataria, presente na obra de Chris Anderson, “Free: o futuro dos preços”, foi abordada em sala de aula. Foi falado sobre os novos rumos da pirataria hoje em dia, e questionado se ela é realmente nociva para os artistas. Como exemplo temos casos de artistas que disponibilizam suas músicas para download, ou permitem que seus CDs sejam reproduzidos e vendidos por camelôs, faturando assim com os shows, ao invés da venda dos CDs.

Por último aprendemos o conceito de Ciberativismo, que são ações coletivas na Internet, que buscam um interesse comum. Exemplos de Ciberativismo: petições on line, blogagens coletivas, flash mobs, etc. Os motivos que levam as pessoas a praticarem o ciberativismo são, entre outros, o sentimento de reciprocidade: ao ajudar uma causa alheia a pessoa confia que será ajudada em sua própria causa quando precisar; reputação: ao se engajar em alguma campanha sua imagem torna-se positiva, etc. faturando assim com os shows, ao invlizam suas musicas para download, ou permitem que seus CDs sejam reproduzidos e vendidos


por Rachell Fontoura

relatório 13/05

A última aula tratou basicamente de PARTICIPAÇÃO, principal ponto da web 2.0 e, na minha opinião, da sociedade atual - mas isso já é outra história. Seguindo a linha de pensamento de Lévy, muito foi falado a respeito da idéia de INTELIGÊNCIA COLETIVA, que defende ou projeta a construção de, sei lá, TODO PENSAMENTO HUMANO através da participação de todas as pessoas, algo que na verdade sempre aconteceu em menor escala, mas que passaria a atingir esse patamar absurdo com a popularizção da internet e toda a série de facilidades de aproximação que ela oferece. Assim, surge também o movimento PRO-AM, em que profissionais e amadores convivem no mesmo espaço e com a mesma importância, algo que hoje ocorre, por exemplo, na wikipedia e, principalmente - ou APENAS, em sites com assuntos popularescos, voltados ao entretenimento e outras AMENIDADES. Porém, segundo Lévy e seus seguidores, algum dia essa inteligência coletiva passaria a operar também para assuntos mais relevantes e importantes para a sociedade na escala de valores dele e da ACADEMIA em geral. Pra mim, um pensamento UTÓPICO, já que o que a INTELECTUALIDADE não percebeu - e acredito nunca irá perceber - é que os verdadeiros usuários da REDE - quem realmente faz algo acontecer, não só acessa pra ler emails e o jornal do dia - são completamente ANTI-HERÓICOS e PROCRASTINADORES, que estão pouco se importando (pra não citar a palavra que me surgiu) para o que é "IMPORTANTE" (conceito muito relativo). Um comportamento naturalmente humano, acho, no mundo OFFLINE combatido pelas leis, regras, costumes, valores, família e afins, mas que na internet, essa TERRA SEM LEI, atinge seu NIRVANA.

por Guilherme Daroit

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Comentário - inteligência coletiva

Se a inteligência pudesse ser definida apenas pela capacidade de interpolar informações prévias e daí tirar conclusões válidas, não há como deixar de estudar os conceitos e aplicações dainteligência coletiva. As conversas, diretas ou indiretas, durante um fórum qualquer, promovem o cruzamento das informações que cada pessoa acumulou durante sua vida até aquele momento. E pode-se entender a sala de aula como um fórum, a leitura dos textos como informações prévias e o conhecimento que cada um leva ao final da aula como resultado da inteligência coletiva. É um ambiente formidável para observações; temos momentos de colaboração “Pro-Am” (professoras-alunos) e exemplos de “apostadores de risco” (alunos que leem os textos, mas não participam das discussões) que reduzem o que levarão consigo, mas não o dividirão com mais ninguém. E se todos terminarem o semestre com mais sabedoria de que quando começaram, mais uma comprovação da inteligência coletiva.

por André Simão

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Resenha 15 abril 2010

“O mundo na palma da mão”. Um entre tantos clichês que acompanha a realidade de todos àqueles cuja geração já nasce com habilidades espetaculares e naturais para a inserção no ciberespaço. A minha entrada na aula fora justamente na troca de slides, acredito, em que ela estava exposta.

A aula do dia 15 de abril trouxe para a nossa reflexão textos de André Lemos e Lúcia Santaella, complementares e díspares entre si, por trazerem em sua essência a reflexão, por um conjunto de lentes distintas, sobre mobilidade e suas intersecções relacionadas à linguagem e ao uso de mídias locativas. Tentando evitar redundâncias e superficialidades, penetramos na lente apresentada por Santaella cujo lugar a ser pensado envolve o paradoxo presença-ausência , entre outros paradoxos importantes e melhor elencados pela autora. O fator ciberespaço põe em evidência concepções tradicionais sobre distancia, espaço e nomadismo. Ao trazermos esses termos e reconfigurá-los para a esfera do ciberespaço, já não é possível pensar na concepção usual do termo “realidade” sem os devidos reflexos provocados pelo meio digital. O fato marcante desse hibridismo seria o próprio uso do termo “duplo-nomadismo” em que os diversos papéis sociais exigem constante presença em diversos lugares da própria esfera social real, contudo a necessidade de permanecer um nó ativo na esfera do ciberespaço exige igual atenção parcial permanente para poder absorver / complementar / divergir com a sua rede social. Ressalta-se que exige-se um desenvolvimento cognitivo cada vez mais acentuada, cujo húmus é absorvido e naturalizado em semelhante velocidade acelerada.

Pelo lado de André Lemos, as mídias locativas representam não só a emissão de conteúdos informacionais vinculado a um lugar específico, mas também a disseminação de um novo tipo de mídia para a localização de uma determinada empresa. A disponibilização de mídias locativas, principalmente o acesso a rede Wi-fi para público não específico (acesso geral) é capaz de localizar e configurar a fonte da mídia locativa também no ciberespaço, possibilita maior intensificação do duplo-nomadismo citado por Santaella e permite a mesma localização do indivíduo no ciberespaço e disponibilizá-la para a(s) rede(s)social(is) a(os) qual(is) pertence e vinculá-lo à fonte da mídia locativa ao qual acessa, está próximo fisicamente e/ou consumindo ativamente dos serviços e/ou produtos daquela fonte locativa.


por Alex Viana

terça-feira, 20 de abril de 2010

Na última aula – 15 de abril – foi reforçada a ideia de que a inserção de novas mídias não significa o extermínio das antigas, mas uma reconfiguração do quadro atual.

Aspecto que merece destaque é a ambiguidade que vem se desenvolvendo com as novas tecnologias; se por um lado surge um feixe considerável de mobilidade – o que proporciona a presença em diversos ambientes simultaneamente -, por outro a adoção de tais tecnologias carrega um vasto potencial de vigilância, pois os rastros das presenças também são verificáveis em diversos lugares, o que facilita a descoberta de informações por ou sobre qualquer um. A hibridização da esfera pública e privada ilustra este avanço da utilização das novas tecnologias. O uso destas em qualquer local e sua abrangência sem fronteiras diluí as diferenças entre o que é coletivo do que é individual. Informações que eram enclausuráveis passaram a ser tangíveis com certa simplicidade.

por Bruno Colombo

Mobilidade

Na aula do dia 15 de abril, vimos alguns pontos a respeito da questão da mobilidade midiática. Com base nos textos de Lucia Santaella e André Lemos, fomos levados a repensar nosso cotidiano, sobretudo no que diz respeito à vida na cidade, bastante "afetada" pela emergência das novas redes telemáticas. Nesse âmbito, pode-se citar o GPS e a internet Wi-Fi, pois ambos são elementos que moldam novas formas de pensar, viver e agir da sociedade, dadas as tranformações que promovem, permitindo ao indivíduo uma apropriação nunca antes vista das informações daquela localidade onde se encontra.

Características como a presenca-ausência, levantada no texto de Santaella, dentre outros, evidenciam que vamos chegando a determinados paradoxos. O indivíduo precisa estar em todos os lugares, simultaneamente, o que é permitido, de certa forma, pelos novos dispositivos móveis, acompanhados das facilidades de acesso fornecidas pela Internet. Dessa forma, ele "atinge" o seu objetivo, sem que para isso seja necessário o deslocamento físico de um lugar para outro. Essa redução do chamado distanciamento virtual permite um maior relacionamento entre os indivíduos, que acabam, inevitavelmente, redefinindo comunidades, na medida em que o agregamento passa a ser possível sem que seja imprescindível a co-presença.
Além disso, é necessário estar conectado o tempo todo, ser um nó ativo na rede em tempo integral, o que acaba gerando certa compulsão, dependência desses dispositivos móveis - como o celular, sobre o qual ela chega a fazer uma observação dos efeitos negativos dessa dependência que se estabeleceu entre seus usuários.

Em meio a tantas inovações, a tantos processos de refuncionalização das mídias - a chamada ecologia midiática de Santaella -, a um fluxo cada vez mais intenso de informações, dentro de um tempo cada vez menor, faz-se necessário algumas reflexões acerca dos efeitos - positivos e negativos - disso sobre a sociedade. Até que ponto essa conexão exacerbada é útil, é válida como benefício ao homem? Até que ponto o uso deliberado e compulsivo desses dispositivos - cada vez menores e mais repleto de facilidades - é válido? Que transformações sociais a inserção desses itens têm provocado na sociedade e, sobretudo, na maneira de o indivíduo agir na sociedade?

Camila Cesar

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Na aula do dia 8 de abril, vemos a importância e as funções das redes sociais na internet. Discutiu-se as tendências e o panorama atual das redes, focando em ferramentas como blogs, microblogs (twitter), sites pessoais com utilização de perfis (Orkut, Facebook). Os blogs são alvo de constante discussão entre os pesquisadores, pois é um objeto de difícil categorização. Eles tiveram grande importância, pois revolucionaram a idéia de sites pessoais, que antes eram estáticos e desatualizados, implementando posts frequentes e a ordem cronológica reversa dos mesmos. Já o twitter recebeu destaque na aula por revolucionar o mundo da web: já é uma das redes sociais mais acessadas no Brasil, atraindo desde grandes empresas a artistas renomados e políticos. Com a idéia de seguir e ter seguidores, o twitter segue a mesma linha de “popularidade” que o Orkut.

Quanto aos sites pessoais como o Orkut e Facebook, foi discutida a grande gama de tipos de sites criada, e tivemos como exemplo sites apenas para animais e para pessoas ricas. O mesmo sistema de criação de perfis tem sido aplicado a uma grande parte dos sites hoje, inclusive nos jogos. Os chamados social games nas redes sociais facilitam a socialização e a criação de identidade, envolvendo cooperação e interação entre os amigos e jogadores. Nota-se que as redes sociais na web crescem cada vez mais, firmando as ideias de criação de identidade, popularidade e socialização.


por Luiza Pimenta

relatório 08/04

Nossa última aula, ministrada pela mestranda Gabriela Zago, teve como mote as redes sociais. Em um primeiro momento, discutiu-se sobre os locais em que as relações sociais acontecem na internet, citando sites como Orkut, facebook, twitter, jaiku e uma infinidade de outros, e a apropriação que sofrem de seus usuários. Não lembro mais dos termos exatos, mas sites de redes sociais podem ser divididos em duas categorias: uma em que se encaixam os sites que realmente objetivam ser meios de interação social, e outra em que se se encontram os sites que a princípio não tinham essa intenção, mas acabam se tranformando através da utilização que os usuários fazem deles. Tranformação essa que sempre ocorre, mesmo na primeira categoria, como exemplo dado do twitter, que surgiu como um simples bloco de anotações da vida diária das pessoas e hoje é utilizado pelos usuários para transmissão de eventos em tempo real, agrupar links, discussões, publicidade, entre outros, funções assimiladas pela plataforma, assim como as ferramentas de RT e de reply.

Outro assunto discutido sobre as redes sociais foi a da intensidade dos laços entre os usuários, podendo ser ‘fracos” ou ‘fortes”. No primeiro caso, os dois usuários devem concordar com a relação, digamos assim, o que sugere, teoricamente – na prática nem tanto – que ambos se reconheçam e se aceitem, não existindo relações unilaterais. É o caso de sites como o Orkut e o facebook. Já no segundo caso se encontram sites como o twitter, em que um usuário pode seguir outro sem que o inverso seja necessário.

Discutiu-se também na aula os social games, que normalmente fazem parte dos sites de relacionamento e que ajudam na construção dos laços entre usuários, já que o jogador só pode interagir no game com os seus amigos, que quase sempre determinam o seu sucesso ou fracasso no jogo.

Por fim, se falou sobre os blogs, através do texto de Marcelo Träsel em que ele desconstrói a ferramenta, mostrando que muitas das definições usadas para categorizar esse tipo de site não fazem mais muito sentido, como por exemplo a ordem cronológica inversa a não-comercialização, a freqüência na atualização e a personalização do conteúdo, já que praticamente todos os itens acabaram incorporados por outros sites “tradicionais” ou caíram em desuso nos próprios blogs. Como ele mesmo diz, o sucesso do blog e a influência que teve sobre a internet como um todo derrubaram todas as definições já existentes, o que faz com que, embora todos saibam reconhecer um blog facilmente, não existam uma definição “oficial”, que atenda com exatidão a tarefa de diferenciar os blogs de outras ferramentas da internet. Acho que já escrevi demais.



por Guilherme Daroit

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Cibercultura

A cibercultura teve sua origem a partir de diversos acontecimentos durante o século XX em diferentes planos: o econômico, o social, o político, o religioso, o tecnológico, o científico, o comunicacional. Uma série de fatos permitiram que ela pudesse ocorrer, mas principalmente por meio da comunicação, ela se tornou cotidiana, integrando-se ao capitalismo, crescendo junto dele. Inicialmente, a internet era utilizada como uma "via de mão única", modificando-se apenas com ascensão da ideia da participação, da inteligência coletiva, vinda com a web 2.0. A partir disso há uma potencialização da colaboração, do compartilhamento e da organização de informações por qualquer usuário da internet. O sistema, cada vez mais, qualifica-se com o auxílio individual, maximizando o potencial da web, aperfeiçoando-a constantemente, assim como todos os aspectos que se ligam a ela, como as redes sociais na internet. As conexões entre as pessoas aumentaram e se intensificaram, complexificando as próprias redes e permitindo a observação dos padrões na interação pelas redes online e principalmente suas representações. Todo o espaço dentro da web passa a estar disposto a atender as mais diferenciadas necessidades dos usuários, pois dentro da internet, segundo a teoria da cauda longa, existe espaço para todos e quaisquer tipos de manifestações e de produtos. A diversidade aumenta, gera espaço virtual para todos e tudo e o consumidor/usuário tem a decisão de escolha também expandida.

por Bruna Porto Balen

quarta-feira, 31 de março de 2010

A última aula foi sobre a web 2.0 e o texto Cauda longa. As tendências da rede, participação ativa da sociedade ( essa por sua vez, responsável por conflitos dentro da rede. Conflitos que geram o aperfeiçoamento ). É importante ressaltar que as redes sociais já existem há tempos, a internet possibilitou a rede social online, onde as interações ocorrem dentro do ciberespaço, ela pode expressar suas opiniões, criar o seu papel, sua representação. Exemplos de site como wikipédia ( "a enciclopéia livre ), que foi aperfeiçoada após a grande ocorrência de falhas em suas tags tal como informações incorretas. Dessa forma, mediadores passaram a interagir e analisar as informações e sua veracidade afim de dar credibilidade à ferramenta. Sites que apostam na opinião pública como ferramenta de marketing... exemplo de livrarias, que colocam as opiniões dos internautas para ajudar a "indicar" suas leituras. Também foram citados os copyrights, pois a forte tendência é de que a web seja uma ferramenta para publicar livremente. O espaço para divulgar, vender, publicar... a idéia é acessar... e quanto mais melhor.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Elementos de cibercultura - comentário

Bons textos, acredito que poderiam ter sido melhor aproveitados. Mas antes, volto ao ponto em que deveríamos escolher entre discussões acadêmicas puras ou 'academia X realidade'. Se acadêmicas puras, colocações sobre os textos; caso contrário, uma análise mais fundamentada, inclusive em outras áreas fora da comunicação, é necessária.

Na discussão sobre a Wikipedia, nota-se ali a criação de uma elite. Quando uma maior participação é mensurada, há geração de conflitos; para a solução destes surge uma elite reguladora onde antes estes mesmos acreditavam e pregavam uma liberdade 'utópica'. O mesmo vale para conteúdos protegidos que são copiados indevidamente. Se copiá-los já é errado, defender estas cópias, mesmo como uma forma de liberdade da internet, no meio acadêmico é algo que não consigo definir. Se liberdade é algo a ser defendido, por que não criticamos o monitoramento sobre redes sociais com a intenção de percepção de nichos de mercado. Não estaria aí a perda de privacidade do usuário destes serviços?

por André Simão

quinta-feira, 25 de março de 2010

Espaço de interação verdadeira

A partir do resumo anterior, venho destacar alguns pontos que julgo importantes dentro da Cybercultura. Primeiro é o quesito da interação, que Baudrillard encara - ao meu ver erroneamente - como sendo exclusivamente uma simulação que ocorre no cyberespaço, e não uma interação verdadeira. Neste ponto, levanto ainda uma discussão em torno dos termos cybercultura e cyberespaço, que não foram abordados em aula mas que acho interessante levantar, pois com a multiplicidade de plataformas que possuimos hoje em dia, chega a ser estranho tratarmos algo como cybercultura. A cultura é uma só, independente de se disseminar pela internet ou por quadros, da mesma forma que o espaço. O conceito de cyberespaço, tende, ao meu ver, tornar-se cada vez mais vago à medida que novos itens forem incorporando características interativas. E com isso, aumentando mais ainda a possibilidade de tribalização das pessoas por interesse, ao passo que a proximidade geográfica não mais importa. Ou importa, afinal, o geotagging vem bombando né...

quinta-feira, 18 de março de 2010

Tecnologia e Sociedade

A primeira aula tratou-se da contextualização e explicação da condição Pós-Moderna e Cibercultura abordada através de uma order linear, iniciando com as características da Modernidade, Pós-Modernidade, e seguindo até chegar na Cibercultura Remix. Através dessa linha, podemos destacar como cada era é marcada pela negação defendida no período anterior, como é o caso da Pós-Modernidade, com a oposição ao individualismo da cultura do impresso e ao questionamento das institucionalizações até chegar na liberação dos pólos de emissão, onde as pessoas passam a participar do processo de comunicação por meios de apropriações das diversas tecnologias digitais. Acho importante ressaltar a dupla ruptura (na forma de produzir e na forma de difundir informações), a simbiose paradoxal (os indivíduos misturam suas práticas), e a retribalização. Fechando com a Cultura Remix, onde Lemos descreve como "a possibilidade de apropriação, desvios e criação livre".

por Fernanda Roses