Blog da disciplina eletiva Seminário de Informática e Comunicação, turma 2013/01.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
O poder da cibercultura, da tecnologia na cultura e na comunicação
por Lucas Pitta
A cibercultura
nasce com a intenção de nos alertar às formas como as inovações tecnológicas
influenciaram no jeito de se comunicar, e na cultura em geral. A bibliografia
apresentada nos agrega a incumbência de perceber que há como modificar ainda
mais o que já foi modificado – fazer um remix disso – por meio de blogs,
podcasts e softwares livres, por exemplo.
Essas novas formas de
se comunicar, ou de se conectar – não é a mesma coisa – nos transforma em donos
de mídias. A chamada “Citizen Media” ou “mídia do cidadão” designa os seres
(internautas) como usuários estimulados a produzir, compartilhar, distribuir,
emitir, receber e reciclar os conteúdos digitais. Fica evidente, assim, a
importância de nos enxergarmos como cyborgues, pois não somos 100% naturais.
Importante
notar quando se aponta que toda a sociologia estava errada por valorizar demais
e unicamente a figura humana. Agora analisamos a importância do resto (objetos
físicos). O que nos faz atentar mais à tecnologia do que ao capital humano.
Cada meio
exige a sua linguagem – O ato publicitário e o ato jornalístico de rádio não
funcionaram na TV, por exemplo – e agora com novas formas de se comunicar, de
gravar, de escutar, de transmitir, compartilhar dados e informações, todas ou
quase todas as relações meio-homem sofreram de certa forma alguma modificação.
Citamos o determinismo
tecnológico de McLuhan quando o meio torna-se a extensão do homem (um óculos a
extensão do olho, a luva ou o mouse ou o taco a extensão da mão...). Poderíamos
ter abordado a ideia de aldeia global de McLuhan, onde faria um paralelo com a
importância da informática, e em especial, a internet, na cultura e na
comunicação.
Quando se muda
uma variável, todo o sistema muda – ideia central para se compreender os
resultados de um sistema. E o sistema da comunicação mudou.
Enxergamos o
jornalismo cada vez mais como hiperlocal e particularizado quando
problematizamos a existência da comunicação de massa e sua abolição em
detrimento de meio de comunicação alternativos (ideal marxista). A publicidade,
por sua vez, é cada vez mais segmentada e simplificada, focada em planejamento
e marketing.
Vivemos a era
em que nos foi dado voz. Na verdade, mais do que isso, no foi posto em mão um
megafone. Vivemos a emergência dos discursos individuais em prol da consciência
coletiva. Enfim, se pode fazer tudo na internet. Mas, dizer que o computador é
a rede, e que tudo muda mas nem tanto, é um tanto quando reconstruir a
globalização e seus efeitos na cultura, mas deixamos isso para as próximas
aulas.
Comunicação e cibercultura remix
A partir disso, podemos pensar na influência da tecnologia
na comunicação, no jornalismo. Diferentemente do que se pensou com o surgimento
das novas mídias, as ferramentas antigas de comunicação, como o rádio e a TV,
não desapareceram, mas sofreram modificações, adaptações. O próprio fazer
jornalístico se modifica conforme a tecnologia, pois ela não é um meio neutro,
como já afirmava McLuhan. Ainda sim, podemos dizer que a tecnologia não
determina, mas condiciona, ou seja, ela encaminha para novos modos de
informação e comunicação, e a partir disso tudo de adapta.
Então, lembramos as ideias de utópicos da cibercultura, que
pensam que através desse maior nivelamento tecnológico e, consequentemente, com
a liberação do polo emissor, seria possível acabar com a comunicação de massa.
A citação que abre o texto de André Lemos é de Enzensberg, de 1970, e diz que “as
novas mídias são igualitárias” e têm a tendência de eliminar o monopólio
cultural burguês. No entanto, o que vemos hoje ainda é a busca de informação
principalmente nos grandes portais, como G1, UOL, etc., e blogs casa vez mais
voltados para o mercado, que tratam de temáticas da grande indústria, que tem o
objetivo do lucro. Não que as novas mídias não ofereçam as mesmas plataformas à
grande mídia e ao cidadão comum, mas a lógica social e econômica, o modo de
vida, não se altera apenas por termos em mãos essas ferramentas. Por isso,
alguns consideram a nova geração muito apática e despolitizada. A tecnologia por
si só não tem o poder de fazer revolução alguma. Ela pode inclusive até ser
absorvida pelo sistema, como tem acontecido.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Aula 02 (06.09.12)
Pessoal,
Segue o texto para a próxima aula.
Texto base: LEMOS, André. Ciber-cultura-remix. In: Seminário Sentidos e Processos, Itaú Cultural, 2005.
Boa Leitura!
Segue o texto para a próxima aula.
Texto base: LEMOS, André. Ciber-cultura-remix. In: Seminário Sentidos e Processos, Itaú Cultural, 2005.
Boa Leitura!
Bem-vindos!
Olá,
Sejam todos bem-vindos ao blog da disciplina Seminário de Informação e Comunicação da UFRGS. Este é mais um canal de construção do conhecimento e aqui vocês terão acesso aos textos, videos, curiosidades e informações "extras" que cercam os temas tratados em sala de aula.
Lembrem-se que o espaço é de vocês e para vocês. Aproveitem :DD
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Arquivos - Aulas 9 e 10
Pessoal,
Segue os links para os pdfs das aulas 9 e 10:
Aula 09:
https://rapidshare.com/files/40481404/Aula_09_Mobilidade_e_Vigilancia.pdf
Aula 10:
https://rapidshare.com/files/2056140369/Aula_10_Musica_e_subculturas.pdf
Qualquer coisa estamos à disposição.
Abraço,
Ana e Camila
Segue os links para os pdfs das aulas 9 e 10:
Aula 09:
https://rapidshare.com/files/40481404/Aula_09_Mobilidade_e_Vigilancia.pdf
Aula 10:
https://rapidshare.com/files/2056140369/Aula_10_Musica_e_subculturas.pdf
Qualquer coisa estamos à disposição.
Abraço,
Ana e Camila
domingo, 6 de maio de 2012
Sugestões de leitura - Aula 10: dia 10/05/12
Pessoal,
Segue a indicação de leitura para a aula da próxima quinta-feira, dia 20/05/12:
AMARAL, Adriana. Redes sociais de música: segmentação, apropriações e práticas de consumo. In: ComCiência - Revista de Jornalismo Científico, 10/09/2010. Disponível em: http://www.comciencia.br/comciencia/handler.php?section=8&edicao=59&id=748
CASTRO, Gisela Grangeiro da Silva. Música, juventude e tecnologia: novas práticas de consumo na cibercultura. In: Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação. Anais:
XXIX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. Brasília: UnB, 2006. Disponível em: http://galaxy.intercom.org.br:8180/dspace/bitstream/1904/19682/1/Gisela%20Grangeiro%20da%20Silva%20Castro.pdf
Abraço,
Camila e Ana
Segue a indicação de leitura para a aula da próxima quinta-feira, dia 20/05/12:
AMARAL, Adriana. Redes sociais de música: segmentação, apropriações e práticas de consumo. In: ComCiência - Revista de Jornalismo Científico, 10/09/2010. Disponível em: http://www.comciencia.br/comciencia/handler.php?section=8&edicao=59&id=748
CASTRO, Gisela Grangeiro da Silva. Música, juventude e tecnologia: novas práticas de consumo na cibercultura. In: Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação. Anais:
XXIX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação. Brasília: UnB, 2006. Disponível em: http://galaxy.intercom.org.br:8180/dspace/bitstream/1904/19682/1/Gisela%20Grangeiro%20da%20Silva%20Castro.pdf
Abraço,
Camila e Ana
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